domingo, 8 de fevereiro de 2009

Tecnologia Assistiva

Sou daqueles dedos nervosos que mudam de canal a todo instante. Se estou carregada de problemas e pensamentos sérios, assisto até desenho animado. No entanto, quando estou relaxada, procuro as coisas mais intensas, dessas que levam a pensar, depois a agir, ou pelo menos a considerar. Para isso existe a TV Nacional, que na minha cidade, Brasília, é exibida pelo canal 2.

O Sem Censura já acompanha mnhas noites faz tempo, e eu me delicio, me delicio mesmo com a simplicidade verdadeira da Leda Nagle ao conduzir o programa, convidando gente de todas as tribos e permitindo aos convidados que falem sem atropelos.

Existem, contudo, outras atrações interessantes na emissora, como os variados os documentários e as apresentações artísticas, que nos mostram o Brasil que precisamos conhecer. Infelizmente, a qualidade de transmissão da TV Nacional é ruim, o que eu considero um pecado.

Dias atrás, procurando entre um canal e outro, me deparei com uma professora — creio que também é psicóloga, mas o programa já estava começado — que inventou objetos para facilitar a vida de pessoas com deficiência física. São suportes alcochoados, feitos de tecido, que adaptados a escovas de dente, de cabelo e outros objetos do dia-a-dia permitem às pessoas com deficiência, em especial às crianças, viver melhor neste mundo onde a pretensão à perfeição incomoda cada vez mais.

As palavras da psicóloga, cujo nome não anotei, me emocionaram. É verdade que eu me emociono fácil e sou dessas que choram junto com os outros, que se embrenham na dor dos outros, que não podem ver criança, velho ou bicho sofrendo sem fazer alguma coisa. Não, não sou do tipo manso que diz palavras bonitas. Sou das que brigam (sem barraco, é claro), das que se metem onde não são chamadas. Quase sempre me odeiam, mas eu acho que isso faz parte.

“Quando eu vejo uma criança com problema para fazer alguma coisa, eu vou para casa e enquanto não consigo criar alguma coisa para melhorar a vida dela eu não sossego. E cada caso é diferente do outro, então eu não acredito em fazer as coisas em séria, mas, sim, personalizadas”. Depois dessas palavras (que se não foram exatamente assim, eram parecidas e melhores), eu fiquei me perguntando se a gente não anda errando quando procura os anjos no céu.

E tudo isso porque eu comecei a prestar atenção ao programa e achei estranho a repórter ‘errar’ o nome e dizer “tecnologia assistiva”, em vez de assistida. Que nada! É assistiva mesmo!

Aprendi um termo novo e conheci uma mulher fantástica. Dia bom.

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