domingo, 5 de abril de 2009

Momentum I

Quando soam as asas do entardecer,

E fazem amor as gaivotas
Tontas e assimétricas,
Há um mundo perfeito ao meu redor.
Nada fere a imensidão da linha do horizonte,
Nem a solidão das mãos da mata
Procurando o céu,
Nem o homem, nem a chuva,
Pranteando a natureza condenada.
E eu, sem nunca tempo para ouvir apelos,
Estranho agora pertencer
Ao encanto dos detalhes.
Sinto o vento que corteja o crepúsculo,
O dia modorrento que se esvai
E a porta da noite.
Pairo.
Adormeço.

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