sábado, 25 de abril de 2009

Tempestade

Subitamente, fechou-se furioso o céu.
Fez-se preta como noite a tarde.
E as cinco, que eram quatro horas,
adormeceram.

Desesperadamente, ribombou o trovão.
Caiu e despertou a chuva densa.
E o mundo, que era um brinquedinho,
irradiou prata infinita.

Inexplicavelmente, meu peito sorriu.
Abriu-se ao ar que havia muito lhe faltava.
E o corpo, que era desobediente,
se aprumou como uma estaca.

Assustadoramente, meu medo fugiu.
Saiu e demorou a retornar.
E os nervos, que eram pobres tontos,
puderam descansar.

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