quinta-feira, 10 de setembro de 2009

De volta, com muita preguiça


Foto: Google Imagens

Acho que não existe nada mais chato do que voltar de férias. Acho não, tenho certeza. Nada funciona, do cérebro aos movimentos. A gente senta e tenta pensar nas coisas sérias que tem a fazer, mas simplesmente não consegue. É exatamente assim que eu me sinto.
Ontem, no primeiro dia de trabalho, fiz uma lista das coisas que tenho que resolver. Só fiz mesmo a lista. Em seguida, com vergonha do meu marasmo, dei prioridade aos itens, lentamente. Resultado: até o fim da tarde, tinha cumprido uma única tarefa, a menorzinha delas.
Em casa, vejo bijuterias, cremes, perfumes e nécessaires esparramados pelos cantos, insepultos, e tenho medo que permaneçam por aí ainda por mais uma semana, quando então me animarei a guardá-los em seus devidos lugares (espero...).
Só desfiz, até agora, as malas. Detesto roupa aprisionada, mesmo que limpa. Acredito sinceramente que energia parada é um perigo. Eu e meu corpo inerte confirmamos isso todos os dias!
Fui ao salão na noite passada. Isso mesmo, ao salão, à noite. Não tenho tempo para nada e meu cabeleireiro me faz o favor imenso de me atender depois do expediente. Eu só não esperava sair de lá por volta de 1h30 da manhã, morrendo de vergonha e pedindo todas as desculpas do mundo. Mas hoje, pelo menos, estou pronta para o que der e vier (de preferência, pouca coisa): cabelos retocados, luzes feitas, sobrancelhas depiladas. Ufa! Sou gente outra vez!
Preciso, urgentemente, me matricular numa aula de hidroginástica, ou as almofadas continuarão a inflar em voltar da minha cintura (a bem da verdade, eu deveria me referir à minha cintura como barriga, mas me recuso a fazer tal comprovação por escrito). Quando penso nisso tenho uma vontade enlouquecida de voltar para o SPA, onde mesmo sem perder muito peso me sinto segura, animada, cheia de pique para enfrentar a vida.
Voltar ao mundo dos magros é sempre um parto com fórceps. Gente enjoada esses magros! Como diz minha amiga Déborah: “Se eles não existissem, não haveria gordos”.
Em meio a tanta preguiça e pensamentos soltos, me lembro que meu livro de contos, o primeiro, foi aprovado pelo Fundo de Apoio à Cultura. Mas só vou comemorar mesmo depois da abertura do terceiro envelope e da publicação da lista final de aprovados. Meu lado mineiro é muito forte, aquele que fala sobre prudência e caldo de galinha...
Tenho também algumas auto-promessas enfileiradas na cabeça: terminar um outro livro, sair de casa um pouco mais, arrumar um namorado (ficaria terrível para mim, mãe de família, arrumar um “ficante”, mas na verdade é mais por aí...), voltar a usar lentes de contato, começar um curso de conversação em francês, para desenferrujar, escrever os comentários sobre o terceiro livro do amigo Gabriel, que está ansioso esperando pelas minhas impressões e por uma sugestão de título. É muita coisa! Ai, que preguiça! Onde estão mesmo os brincos, cremes e perfumes que eu tenho que guardar?

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