sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Em tempos de política...

— Senhora Jasmim do Cabo?
— Quem, eu?
— E quem mais poderia ser se só estamos nós dois aqui?
— Sei lá! Às vezes o senhor é paranormal, espírita.... Vai que converse com espíritos!
— A senhora é um?
— Um o quê?
— Espírito.
— De porco, sim.
— Está me gozando, é?
— Longe de mim! O senhor é tão...tão...desprovido... Jamais pensaria em gozar o senhor...ou com...
— A senhora está se excedendo!
— É o meu jeitinho! Quando fico nervosa, desando a falar besteira!
— E está nervosa por quê?
— Porque eu preciso lhe pedir um favor... Um favor enooorme!
— Isso aqui é o meu trabalho, senhora! Não faço favor pra ninguém. Só cumpro a minha obrigação!
— Nossa, enfezado, hein? Mas o meu pedido é simples!
— ...
— É o seguinte: o senhor não me conhece, nunca me viu, não sabe quem eu sou; aliás, eu nem existo!
— Fantasma...?
— Que palavrinha perniciosa! Digamos que nós nunca tivemos esta conversa!
— Que conversa?
— Isso, isso, muito bem! Eu não estou aqui! O senhor está sozinho!
— Nem é pra me lembrar da senhora?
— Nem de mim, nem das meias, nem das cuecas...
— A senhora usa cuecas?!
— Eventualmente.
— Tudo bem. Nunca vi a senhora, nunca ouvi a sua voz. A senhora é um fant... um espírito.
— Obrigada! É só me dizer agora o que eu posso fazer pelo senhor. Afinal, uma mão lava a outra, não?
— Só quero uma coisa.
— ...?
— Uma Eventualmente dessas, por favor, tamanho GG... Ah, por mês, viu?

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