quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Falar dos animais também é poesia

Até sexta-feira, 26/11, o Augusto Abrigo está tomando parte de uma exposição no térreo do TRE do Distrito Federal, que fica ao lado da nova Câmara Legislativa e próximo ao Correio Braziliense.
Os cães que são mostrados, diariamente, embora poucos, porque o local não comporta mais, mostram as marcas da crueldade do homem em sua pele.
Susie, que tem um olho só, porque o outro foi furado por algum psicopata.
Lucas, uma alegria, e que adora gente, apesar de ter sido espancado e queimado (sua ferida está exposta no banner, para quem quiser ver como era e como ele está agora, curado).
Vovó, uma miniatura de cachorrinha que, depois de 9 anos tendo uma dona, foi posta na rua porque teve uma doença de pele ("Eu não quero mais este bicho com doença!").
Formiga, uma bebê de três meses, que se apega a qualquer um que a ponha no colo.
Bob, que se salvou da cinomose, mas que ficou com uma sequela: treme, quando parado (andando não). Ganhou o apelido de Tremendão.
Aurora, que nasceu com uma doença na coluna e foi abandonada. Anda de lado, se sacode e, às vezes, cai no chão, mas bota moral nos cães maiores, defendendo sua comida e sua água, e adora que a coloquem no colo para dormir e para sentir a sua coluna aliviada.
Mas não é só para mostrar seu sofrimento que os animais estão sendo expostos não! Eles estão lá por outros bons motivos.
Para mostrar que, hoje, são felizes, porque receberam amor e cuidados.
Para pedir que alguém os ame, independetemente de suas feridas e sequelas.
Para dizer que mesmo que ninguém apareça para levá-los para casa, ou para passar a mão em suas cabeças, ou para ajudar com dinheiro, com um banho, com uma ração, com uma lágrima nos olhos, ELES CONTINUAM AMANDO AS PESSOAS.
Para serem adotados por quem puder lhes dar afeto e cuidar deles!
Não são cães ferozes para guardar casas. Não são cães para serem exibidos em feiras de pedigree. Não são cães para serem deixados do lado de fora da vida de ninguém.
São cães que já sofreram e que, agora, buscam alguém para amar e para amá-los.
Com beijos, abraços, colo e direito a um sofazinho de vez em quando.
Visitem a exposição! 
De 13 às 17 horas, até sexta-feira, 26/11. Tem camisetas, canecas, livros e bijouterias que podem ser comprados para ajudar os animais do Augusto Abrigo.

A lambida de um cão é sempre um agrado. A lambida de um cão carente é um pedido de socorro e um agradecimento por você existir na vida dele.

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