domingo, 27 de novembro de 2011

Impertenço

Impertenço
não há onde me caiba o ser
ou me descanse a alma
não me escondem
as promessas inúteis
e vazias
do amor essência
sequer as feridas pulsantes
e podres
de um desamor tão déjà vu
Impertenço
não prossigo
porque não sei estrada
adiante ou para trás
que me conceda ser feliz
infeliz
nada
ser qualquer coisa
Impertenço
nos fantasmas
que se juntam em lamúrias
sob o nome de corpo
retalhos costurados
que desejam e soluçam
carnes fracas
que não lutam 
mendigam
Impertenço
sou volátil

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